quarta-feira, dezembro 19, 2012


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Reconheço que há muitos lados de te observar, mesmo longe de mim. Eu sou cheia dos sentimentos, isso é chato. Não considero mais as suas palavras sinceras, soltas como uma leve pena no ar, nem mesmo esperançosas. Acho que o meu amor próprio é mais importante, tenho certeza. Queria até te compreender no geral, no total, mas é impossível. Você é tão maduro nas responsabilidades do dia a dia, mas quando o assunto é ser sincero para uma garota nova, só que cheia dos pensamentos de uma mulher vivida e responsável de 25 anos, você se deixa levar pela falta de maturidade. Não sei se as minhas palavras que movem a continuação desse escândalo silencioso faz alguma diferença, mas já comentei com a tua irmã o quanto você é infantil, imaturo e ridículo; Te xingo por motivos óbvios, mas gritando por dentro em querer dizer que a saudade dói. Isso pra mim tá desagradável! Eu concordo com muitos que estão ainda prestando atenção na minha textualidade dramática. Me enganar com as pequenas e grandes palavras foi a coisa mais fácil e surpreendente. Não sei, mas eu me incomodo muito com as coisas que me disse, não deixo de lembrar a mentira péssima que me fez acreditar por suspeitar. Não quero que me entenda, já basta eu mesma. Você me encheu de mudanças, me fez ver no mundo dos apaixonados um grande conflito e deixou com que as belas atitudes de alguns, fosse a coisa mais inferior. Quem sou eu pra querer te julgar? Bom, sou alguém que revê o que faz, que pensa antes mesmo de agir e não tem o lado egoísta de só se importar com si mesmo. Agora, o que eu faço é rir de tudo o que me disse, mesmo sabendo que tudo muito forçado acaba de um modo não tão surpreendente. Odeio não poder te odiar como deveria, odeio pensar o quanto me empolguei com suas meras e prejudiciais palavras clichês, tais quais bem forçadas e te odeio ainda mais por não saber levar o sentimento de consideração a sério. Apenas deveria te odiar do modo certo.    

  Gabriela Carsil

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